4 MEDIDAS SIMPLES PARA REDUZIR OS RISCOS DA EMPRESA

Correr riscos não é opcional para quem dirige uma empresa, porque assumir riscos é parte da atividade empresarial, não dá para fugir disso.

O que você pode fazer é reduzir os riscos da sua empresa, e seu próprio risco como empresário. E para lhe ajudar nesse sentido, hoje eu vou falar sobre que 4 medidas simples para você controlar bem os riscos.

São ações que se complementam, uma depende da outra, e por isso é importante você ler o artigo até o final.

Este é mais conteúdo sobre a 11 Fragilidades e Riscos, que por objetivo lhe ajudar a crescer, porém de forma sustentável.

E a primeira medida é identificar todos os eventos futuros (os riscos) que podem lhe impedir de alcançar suas metas e também lhe atingir negativamente.

Este é sem dúvida o primeiro passo, porque você só é capaz de enfrentar um inimigo quando sabe se ele realmente existe. Então é preciso identificar os riscos em primeiro lugar. Por exemplo, existe algum risco de você ficar sem caixa nos próximos meses, porque os negócios não andam bem?

A segunda medida é avaliar os riscos, para saber se eles são realmente relevantes para você –  porque podem não ser. Se você detectou que existe um risco, mas ele não terá grandes impactos para sua empresa, para que você iria se preocupar com ele? Num caso desses, tire a preocupação da sua frente.

Sua cabeça precisa estar concentrada naquilo que é importante, ou seja, nos riscos que de fato causarão um problema maior para você. Por exemplo, voltando ao exemplo anterior, se você ficar sem dinheiro, além de dificultar a vida da sua empresa, o problema afetará também sua vida pessoal e da sua família. E você não vai querer que isso aconteça!

E cuidado: existem técnicas para avaliar os riscos corretamente, utilizando as variáveis do Impacto e da Probabilidade. O processo é um tanto intuitivo, com base na sua experiência, mas é preciso fazer as perguntas corretas para avaliar os riscos corretamente. Se você não tem experiência na avaliação de riscos, sugiro pedir ajuda a um especialista.

Terceira medida: definir a resposta ao risco. O vídeo Como Responder aos Riscos  explica as 4 alternativas para tratar dos riscos. Em resumo, você pode desistir do risco, assumir o risco sem fazer nada, transferir o risco para terceiros ou reduzir o risco.

Se você decidir por reduzir o risco, deve então implantar algum controle. É simples assim! Você segue a vida com o risco, mais estabelece uma ou mais ações para lidar com ele.

E a quarta medida é monitorar o risco e os controles que você implantou. A sua empresa está em constante mudança, assim como os riscos que ela corre. Um risco que você avaliou como pouco importante hoje, pode ser tornar algo amanhã. É preciso acompanhar.

E o mesmo acontece com os controles que você implantou: você deve verificar se eles estão sendo eficazes para controlar os riscos conforme você planejou. Por se não estiverem, você terá de melhorar eles, para não ficar gastando dinheiro em vão.

Essas são as 4 medidas para gerenciar os riscos: identificar, avaliar, controlar e acompanhar. E isso se aplica a qualquer tipo de empresa, não importa o tamanho ou que ela faz, sempre existem riscos que você deve controlar.

Se você seguir esse método, vai enfrentar os riscos com mais segurança, porque saberá onde está pisando, evitando cair em algum buraco e se machucar. A tendência é que você se torne uma pessoa mais tranquila por esse motivo.

 

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5 BENEFÍCIOS DO CONTROLE DOS RISCOS

Um bom método para gerenciamento de riscos é vital para a saúde da sua empresa. Porém, a maioria dos empresários que dirige pequenas e médias companhias ainda tem dúvidas sobre o tema.

Se for o seu caso, leia este artigo até o final, porque eu vou falar de 5 grandes benefícios que o controle dos riscos, quando é feito da forma correta, traz para o seu negócio.

Este é um novo conteúdo sobre as 11 Fragilidades e Riscos, quem tem por objetivo lhe ajudar a crescer, porém crescer de modo sustentável.

E o primeiro benefício do gerenciamento de riscos é antecipar problemas futuros. Imagine um método que vai lhe permitir avistar na frente dificuldades que você nem imaginaria que pudessem acontecer.

Pois é! Se você consegue prever esses problemas, estabelece medidas para lidar com eles com antecedência. E nós, empresários, gostamos de ter controle da situação. Ninguém quer ser pego desprevenido. Então é realmente um enorme benefício.

Contribuir para sua empresa alcançar os objetivos definidos é a segunda grande vantagem do gerenciamento de riscos. Aliás, essa é considerada a principal finalidade do método: lhe ajudar a atingir suas metas.

No papel, é mais fácil definir planos. Mas, na hora H surgem no caminho imprevistos que não havíamos pensado antes. É onde entra o gerenciamento de riscos. Ele serve para você identificar todos os eventos que podem lhe atrapalhar, ou mesmo lhe impedir, de concretizar seus objetivos.

Por exemplo, imagine que você definiu a meta de duplicar a base de clientes no ano. Mas, você esqueceu de analisar o risco de não ser capaz de atender a demanda dos novos clientes. Se esse risco existe, e você não corrigir a fragilidade do seu atendimento, não atingirá o objetivo pretendido… pode até perder clientes, o que será pior. Entendeu?

O terceiro benefício do gerenciamento de riscos é reduzir prejuízos. Sabe qual o motivo? É porque sempre que um risco vira realidade, ele normalmente causa danos (se não financeiro, de outra natureza) a sua empresa.

Um risco, portanto, está associado a uma consequência negativa e, por isso mesmo, deve ser controlado. Assim, se você reduz os riscos, reduz também a possibilidade de perdas.

Quarto benefício: Corrigir fragilidades internas. Vou explicar.

Risco e fragilidade são irmãos gêmeos. Quer dizer, quando você descobre que um determinado risco pode lhe pegar amanhã, imediatamente você deveria saber se está preparado ou não para lidar com esse risco. Caso não esteja, a solução é corrigir as fragilidades para evitar que o risco lhe pegue.

Por exemplo, se existe o risco de você perder seu maior cliente, e você não tem qualquer crédito pré-aprovado em banco (o que seria uma fragilidade) para cobrir déficits, você ficará sem dinheiro para honrar os compromissos. Para corrigir essa fragilidade, é recomendável negociar com seu gerente de banco um crédito para lançar mão numa emergência.

Assim, conforme explicado, você percebe que a relação entre risco e fragilidade é muito próxima.

Falando agora do quinto benefício, o gerenciamento de riscos contribui para aperfeiçoar o processo de tomada de decisão da empresa. Isso porque você vai desenvolver a habilidade de decidir com base nos riscos que estão em jogo, e não apenas na sua intuição.

Para decidir por um caminho ou outro, você calcula os riscos envolvidos em cada alternativa, antes de escolher o caminho a seguir. Caso você decida por correr mais riscos, não há problema, o que importa é fazer as escolhas de modo consciente. Então esse é outro grande benefício, decidir melhor

Então era isso, se você ainda não viu os vídeos anteriores, eu recomendo que assista, porque tem segredos importantes sobre o controle dos riscos.

 

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ASSISTA ESTE VÍDEO ANTES DE DEFINIR SEUS OBJETIVOS

De que forma o gerenciamento de riscos ajuda a sua empresa? Será que esse novo método de administração é capaz de lhe ajudar a alcançar suas as metas e objetivos?

Talvez seja o seu caso, a maioria dos empresários, especialmente nas pequenas e médias empresas, ainda têm dúvidas sobre essa questão. Muitos admitem que a gestão de riscos pode de fato ajudar, mas o problema é que eles não sabem exatamente como.

Hoje eu vou lhe explicar duas questões importantes. A primeira é qual a principal finalidade do gerenciamento de riscos e a segunda, como isso contribui para o desenvolvimento do seu negócio.

Este é mais conteúdo sobre as 11 Fragilidades e Riscos, quem tem por objetivo ajudar sua empresa a crescer, porém de modo sustentável.

Vamos falar então da primeira questão. Qual é a principal finalidade do gerenciamento de riscos? É ajudar sua empresa a alcançar os objetivos que ela definiu para o futuro.

Com frequência, nós acreditamos que a gestão dos riscos serve exclusivamente para evitar perdas e prejuízos, para reduzir os riscos da operação da empresa e para corrigir fragilidades internas. Sim, serve para tudo isso, mas a principal finalidade é lhe ajudar a atingir suas metas.

Talvez seja desnecessário dizer que a contribuição para o seu negócio (nossa segunda questão) é enorme, certo? Porque um grande problema das empresas, sem exceção, é realizar os objetivos que ela estabelece.

No papel, é mais fácil definir as metas, nossos sonhos e onde queremos chegar. Mas, na prática,  não é moleza tirar as ideias do papel, porque surgem pelo caminho imprevistos que não havíamos pensado antes.

É onde entra o gerenciamento de riscos. Ele visa lhe ajudar a identificar com antecedência todos os eventos (os riscos) que podem lhe atrapalhar de concretizar seus objetivos. Na medida em que você enxerga problemas que podem surgir, você consegue estabelecer medidas preventivas para evitar que a empresa seja apanhada por eles.

Por exemplo, imagine que você definiu o seguinte objetivo para a empresa: aumentar em 30% a base regular de clientes no ano. Parece um ótimo objetivo, certo? Sim, e o próximo passo, antes de pôr a mão na massa, é você parar e pensar sobre as situações, os riscos, que podem lhe impedir de atingir esta meta.

Por exemplo, qual o risco de você não ser capaz de atender bem os clientes, em função do crescimento? Outra situação: qual o risco de surgir um novo concorrente com um serviço melhor do que o seu e a preços mais baixos?

Caso esses riscos – por exemplo, você verificou que não está conseguindo atender nem os clientes atuais, imagine se crescer 30%! – você deve estabelecer medidas preventivas já. No caso, talvez seja o caso de rever o atual processo atendimento, deixando ele mais produtivo e ágil.

É apenas um exemplo, para esclarecer em que ponto exatamente o gerenciamento de riscos lhe ajuda na prática. Porque se  você não enxergar com clareza todos os perigos que tem pela frente, você terá dificuldades para alcançar suas metas.

E aí você gasta tempo e dinheiro, investe para crescer, mas termina se frustrando lá na frente, simplesmente porque não conseguir antever e, com isso, se precaver contra problemas futuros.

Deu para entender como é valioso o gerenciamento de riscos para sua empresa?

 

4 OPÇÕES PARA VOCÊ RESOLVER OS RISCOS DA EMPRESA

Quando você descobre que sua empresa está enfrentando uma situação de maior risco, o que você deve fazer exatamente?

Bem, existem 4 alternativas apenas para você tratar um risco, nem mais nem menos. E hoje eu vou lhe explicar que opções são essas, quais consequências para sua empresa quando você decide seguir uma delas e também o que você ganha ou perde (porque haverá ganhos e perdas) com isso.

Este é mais um conteúdo sobre “As 11 Fragilidades e Riscos”, que tem por objetivo lhe ajudar a crescer, porém de modo sustentável e não a qualquer custo.

Escolher a resposta certa quando você identifica riscos pela frente é fundamental, porque se você escolher errado quando corre um risco alto, pode derrubar sua empresa.

Antes de falar nas 4 alternativas, vamos pegar um exemplo de risco (o risco de atender um grande cliente) que as empresas em geral correm. Isso vai lhe ajudar a entender bem das 4 opções para lidar com os riscos.

Imagine que você tem uma empresa de software que desenvolve sistemas sob medida para clientes. Você tem 8 funcionários, fatura 1 milhão de reais por ano e todos os seus clientes são pequenas e médias empresas.

Eu estou utilizando o exemplo de uma empresa de software, mas poderia ser qualquer outra: uma agência de marketing digital, um escritório de arquitetura ou de advogados, ou um pequeno restaurante ou hotel.

Você está tocando sua empresa, quando uma companhia gigante bate na porta e pede proposta para desenvolvimento de dois projetos: o site corporativo e a intranet do grupo. Eles chegaram até você por que souberam que sua empresa é especializada no assunto. Além do mais, você tem boa reputação no mercado.

Você pensa bem, avalia se consegue atender o projeto, e apresenta uma proposta. Depois de alguma negociação, acertam o preço em 350.000,00 reais, um pouco mais de um terço do seu faturamento anual por um único trabalho. Mas, você calculou sua margem de rentabilidade e entendeu ser um bom negócio.

O único problema (o cliente avisa) é que trata-se de um projeto a custo fechado, sem possibilidade de renegociação, pois o orçamento já foi aprovado pela diretoria. Portanto, se houver prejuízos, o problema é seu.

É sempre um risco nesse caso, certo? E agora, o que fazer? Você tem somente 4 alternativas para lidar como o risco:

A primeira delas é aceitar o risco – sim, simples assim, aceitar o risco e seguir em frente. Você acha que é capaz, que vai dar tudo certo, que seus cálculos estão corretos, colocou uma boa margem, que sua equipe é capaz. Acredita ainda que é uma oportunidade para elevar sua empresa a outro patamar como desenvolvedor de software… que pode até ter um pequeno prejuízo, mas entrará numa grande companhia, com possibilidade de novos negócios no futuro. São motivos justos, você acredita, para aceitar o risco do projeto e seguir em frente.

A segunda opção, indo para outro extremo, é rejeitar o risco – você desiste do projeto, pois se der errado o prejuízo será grande, provavelmente maior do que sua empresa suporta. Você decide manter o seu foco no mercado das pequenas empresas, onde vem tendo sucesso. Para quê pôr em risco sua reputação? São motivos que levam você a declinar do projeto.

A terceira opção é aceitar, porém controlando os riscos  quer dizer, implementando ações para reduzir os riscos do projeto dar errado. Por exemplo, você inclui no contrato condições que protejam o lado mais fraco (você), equilibrando melhor os interesses das partes. Mesmo admitindo que os preços do projeto continuam fechados, incluir penalidades no contrato no caso do cliente não cumprir sua parte, mitiga o risco da sua empresa. Anexar ao contrato os requisitos que serão desenvolvidos, enfatizando que necessidades surgidas após a assinatura do contrato serão negociadas mediante proposta à parte, são medidas que vão lhe proteger mais.

Uma outra medida é reservar um capital próprio, ou deixar pré-aprovado um empréstimo em banco, para cobrir déficits de caixa comuns neste tipo de projeto, quando o cliente só quer pagar após a aprovação das entregas (mas você precisa continuar pagando sua equipe).

Neste caso, com ações para controlar os riscos, você procura fazer o que está ao seu alcance para reduzir problemas futuros.

E a quarta e última alternativa é transferir parte do risco – você fecha o projeto com o cliente, porém faz uma parceria com empresa maior, por exemplo, onde ela assume parte do risco financeiro, em troca de uma participação do valor do contrato. Se cliente atrasar os pagamentos, o parceiro lhe paga. Uma parcela do risco é transferida para o parceiro, mas sua empresa ainda fica com parte relevante do risco, pois normalmente é inviável e caro passar para terceiros 100% dos riscos.

Entendeu as 4 alternativas? Repassando: (1) Não fazer nada e aceitar o risco; (2) rejeitar o risco, desistir da oportunidade; (3) reduzir o risco; (4) transferir parte do risco para terceiros. Não há outras opções, mas você pode combinar as quatro.

Para tomar a decisão mais acertada, é preciso analisar tudo que está em jogo naquele momento, quais são seus objetivos e os da sua empresa e aonde você chegar.

E lembre-se que os riscos precisam ser reavaliados periodicamente, pois o contexto muda. Uma resposta que você deu hoje pode ser diferente amanhã, pois os seus objetivos se alteram om o tempo.

AS 5 LIÇÕES DE GESTÃO DE RISCOS QUE VOCÊ PRECISA SABER

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Você sabe controlar os riscos da sua empresa? A palavra risco é parte do seu vocabulário como empresário. Você lida com riscos o tempo inteiro, mesmo que muitas vezes nem perceba que está fazendo isso.

Porém, talvez você não saiba como administrar os riscos da melhor forma. E ter esse conhecimento é vital para o seu negócio, para que amanhã você não seja apanhado por um problema em função de riscos que você desconhecia

Por esse motivo, eu vou lhe falar de 5 lições sobre gerenciamento de riscos, para você utilizar na administração do seu negócio. Você também vai saber o que sua empresa e você ganham com isso.

A primeira lição é que Risco é um evento que pode ou não acontecer, num futuro breve ou mais distante. Todo risco tem um grau de incerteza. Se você tem certeza de que a situação vai acontecer, não é mais um risco e sim um fato concreto. Os riscos acontecem tanto na sua vida pessoal quanto na sua empresa.

Por exemplo, existe o risco de pegarmos um resfriado nos próximos 3 meses, mas certeza mesmo não dá para ter. Se eu já estou resfriado, já é um fato, e não mais um risco.

Vamos agora falar da sua empresa: alguns riscos estão sempre presentes em qualquer empresa, por exemplo, o risco de você perder um cliente, o risco de não bater as metas de vendas, o risco de ficar sem dinheiro para pagar as despesas. Em todos esses casos, não há 100% de certeza que acontecerão, correto? São sempre possibilidades, que podem ser maiores ou menores.

A segunda lição é que sempre que um risco vira realidade, ele normalmente vai lhe causar algum dano, prejuízo (se não financeiro, de outra natureza). Um risco, portanto, está associado a uma consequência negativa para sua empresa e, por isso mesmo, precisa ser controlado.

Voltando ao caso do resfriado, se ele lhe pegar, você pode ficar de cama, indisposto. No caso da sua empresa, se o risco de você perder um cliente importante acontecer, você perderá faturamento, o que dificultará seu fluxo de caixa no dia a dia.

Existem situações em que os riscos podem ser oportunidades, ou seja, geram um impacto positivo ou invés de negativo. Mas isso será tema de outra matéria, porque requer mais explicações.

Terceira lição: os riscos podem ser previstos ou imprevistos. Previsto não quer dizer que o risco é certo, lembre-se que sempre há um grau de incerteza. Porém, alguns riscos são mais fáceis de você imaginar, de antever, com base na sua experiência de empresário.

Por exemplo, atrasar a entrega de um projeto para o cliente é sempre um risco previsto. Por mais que você se esforce, a possibilidade de atraso existe, pois há variáveis fora de controle, por exemplo: um funcionário pede demissão, suas estimativas de tempo estavam erradas etc.

O lado bom dos riscos previstos é que você pode se antecipar e estabelecer medidas para lidar com eles, para não ser pego desprevenido.

Já os riscos imprevistos, não são percebidos por você facilmente, porque a probabilidade de eles acontecerem é baixa, são riscos raros. O problema é que eles causam grandes prejuízos quando ocorrem, e por isso mesmo são perigosos. E como você não se prepara para eles, pegam você desprevenido, sem dar dá tempo para você reagir.

Por exemplo, um imprevisto seria a possibilidade de sua empresa perder 50% dos clientes. Na sua cabeça isso é tão pouco provável que não entra no seu campo de visão, mas é uma situação inteiramente possível.

A quarta lição, uma das mais importantes, é que os riscos têm duas variáveis-chave que servem para você calcular o impacto do risco para sua empresa.

A primeira variável é a Probabilidade do Risco acontecer ou não. Você deve classificar a Probabilidade de 1 a 4, numa escala assim: Baixa (1), Média (2), Alta (3), Muito Alta (4).

A segunda variável é o Impacto do Risco. Você já sabe que o risco vai causar um impacto negativo, mas qual o tamanho do impacto na sua empresa? O Impacto deve ser classificado numa escala de 1 a 4, semelhante ao que você fez para a Probabilidade.

Para calcular o risco final, você multiplica a Probabilidade pelo Impacto. Em seguida, você decide as medidas que vai tomar para reduzir a Probabilidade do risco acontecer, ou para diminuir o Impacto do risco na empresa, caso ele ocorra.

Se o risco daquele resfriado existe, você pode reduzir a possibilidade dele chegar, por exemplo, dormindo 7 a 8 horas diariamente, alimentando-se bem, praticando exercícios. Mas, como sabemos que não dá para controlar totalmente um resfriado, você pode tentar controlar o impacto do resfriado, por exemplo, tomando uma vacina.

Pensando na empresa, se você detectou que vai perder clientes, porque a crise econômica se agravou, pode se antecipar, por exemplo, oferecer um desconto voluntário nos preços para segurar o cliente.

A quinta e última lição: o que você ganha exatamente com o gerenciamento de riscos?

A partir das dicas acima, você já percebeu que terá grandes benefícios, sendo o maior deles enxergar com antecedência os riscos que afetarão negativamente a sua empresa.  Ninguém quer ser pego desprevenido, e um bom controle dos riscos permitirá que você aviste na frente problemas e se prepare para lidar com eles.

Depois que o risco acontecer, já era, o prejuízo está feito. O segredo é você identificar os risco antes, calcular a probabilidade e o impacto deles e, com isso, já estabelecer medidas para não ser pego desprevenido.

Como decidir em situações de risco alto

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Algumas decisões envolvem grandes riscos, enquanto outras nem tanto. Com essas últimas não devemos ter problemas, mas são com as primeiras que precisamos nos preocupar. Isso porque se decidirmos errado a respeito de determinados assuntos, colocaremos a empresa de ladeira abaixo.

Para tudo que envolve risco na vida, é preciso cuidado. Por exemplo, se você vai atravessar uma avenida muito movimentada, pode ser atropelado se entrar atrasado ou adiantado na travessia.  Pensando na sua empresa, o mesmo vale para o mercado que você quer conquistar: se você entrar na hora errada terá dificuldades para vencer.

Este é mais um conteúdo sobre as 11 Fragilidades,  e hoje eu vou lhe dar 3 dicas para que você decidir melhor em situações de alto risco.

Antes das dicas, vou lhe pedir para fazer o seguinte exercício (que lhe ajudará a entender as dicas): imagine que as suas vendas não andam bem e, por isso, você está pensando em desenvolver um novo produto, ou oferecer um novo serviço, na tentativa de voltar a crescer.

Nesse caso, você precisará decidir: que produto exatamente irá desenvolver, para qual mercado vai vender e que preço cobrará. São decisões difíceis e arriscadas, porque se você errar em qualquer uma delas, não venderá como esperava.

Agora, vamos falar das 3 recomendações para você reduzir o risco de errar quando decide em situações de riscos:

Primeiro, não decida sozinho – nós, seres humanos, mesmo sendo a espécie mais inteligente da terra, temos grandes limitações para processar os dados que dispomos para tomar uma decisão 100% acertada. Sempre existem brechas no pensamento que não conseguimos preencher.

É fácil comprovar isso. Quando você está lendo um livro, por exemplo, já notou que algumas vezes você pula as palavras e tem de voltar na leitura para compreender o sentido da frase? Imagine então você decidindo sobre assuntos complexos na sua empresa! Além do mais, nós raramente temos todas as informações que precisamos para decidir, não é verdade?

Desse modo, quando você estiver decidindo questões que envolvem maiores riscos, coloque outras pessoas na mesa, que lhe ajudarão a ampliar o seu campo de visão. Se for o caso, traga também pessoas de fora da empresa.

A Segunda dica é de ordem técnica: para cada decisão que você precisará tomar, liste entre 3 a 5 riscos envolvidos, que podem lhe atrapalhar a alcançar o seu objetivo. Para cada risco, calcule a probabilidade dele acontecer na empresa. Calcule ainda o impacto negativo que o risco vai gerar, se ele acontecer. A nota, tanto para a probabilidade  quanto para o impacto deve ser de 1 a 4 (numa escala de Baixo, Médio, Alto e Muito Alto). Depois multiplique a probabilidade pelo o impacto, e você terá calculado o grau do risco.

Por exemplo, quando você decide sobre um novo produto a desenvolver, há pelo menos 3 grandes riscos: (1) o dinheiro que você tem não ser suficiente para concluir o projeto, e você ter de parar no meio do caminho, (2) o produto não vender como você esperava, (3) a tecnologia que você utilizou no produto caducou, e você vai precisar jogar o produto fora.

Bem, nesse momento eu preciso lhe dizer duas coisas: a primeira é que o cálculo dos riscos, sim, dará trabalho, como você já percebeu, e por isso deve ser utilizado apenas para decisões complexas e vitais para o destino da empresa.

E a segunda questão é que avaliação de riscos não é algo simples de fazer, requer método e conhecimento no tema. Portanto, se você nunca fez isso, ou se sentir inseguro, é melhor contar com a ajuda de um especialista.

A terceira dica é: esfrie a cabeça – Decidir de cabeça fria é aconselhável em qualquer momento, e mais ainda quando você está lidando com situações de muito risco. Controle bem suas emoções nessas horas, desacelere a mente para pensar melhor, reflita sobre os ganhos e as perdas, avalie exatamente onde você deseja chegar.

Procure decidir no início do dia (nunca ao final), quando você deve estar mais descansado. O Cérebro é como um músculo, que cansa e precisa de repouso, apesar de ser muito poderoso.