O RISCO DE INICIAR UMA EMPRESA SEM DINHEIRO

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Você tem dinheiro suficiente para iniciar um novo negócio? Qual o risco de você começar uma empresa sem qualquer reserva financeira?

Essas são perguntas que todo empresário deveria se fazer, ao invés agir apenas pelo impulso de empreender, muitas vezes deixando de avaliar os riscos envolvidos.

Eu conheço empresários que se deram mal, porque faltou dinheiro no meio do caminho para tocar um negócio que parecia sensacional. Sem recursos para prosseguir, eles tiveram de abandonar o barco, que afundou.

Mas eu também conheço empresários que começaram uma empresa do nada, e se deram bem.

Qual é o certo então? É melhor aguardar para ter o dinheiro que você precisa, ou você parte para briga com a cara e a coragem? É o que você vai descobrir depois de ler este artigo.

Em grande parte dos casos, o que vale mais é o projeto e a ideia que você tem para a empresa, além da sua disposição e força de vontade pessoal. Mas o dinheiro é igualmente importante.

É porque quando você abre um novo negócio, as chances de dar tudo errado são altas. Normalmente você subestima os investimentos necessários para erguer a empresa, seja pela pouca experiência sua como empresário, ou porque muita coisa deu errado mesmo.

Por exemplo, as pessoas não compraram o seu serviço no início, ou o produto levou mais tempo para ficar pronto do que você calculou, você teve de investir mais do que o planejado, e por aí vai.

Tudo na vida parece funcionar assim, dificilmente as coisas dão certo da primeira vez. E, quando se trata de uma empresa, que é um organismo bem complexo, isso é ainda mais verdade.

E não tem nada de mal nisso, pois errar faz parte do seu aprendizado como empresário. Você só vai aprender fazendo, tentando acertar, errando, consertando, e seguindo em frente.

Eu não estou dizendo que você deve fazer tudo no improviso, sem planejamento. Você deve, sim, planejar antes de abrir uma empresa. Porém, dificilmente as coisas vão sair conforme você imaginou.

A questão não é essa. O problema é saber o que você vai fazer quando o dinheiro acabar. Quando você não tiver mais caixa, como vai enfrentar os momentos de dificuldade?

Quem vai pagar as contas da empresa enquanto as receitas não chegam, ou não forem suficientes para bancar as despesas operacionais?

E suas despesas pessoais, da casa, da sua família, quem vai pagar, enquanto você não consegue retirar dinheiro da empresa – e talvez até tenha que botar dinheiro na empresa?

Se faltar dinheiro, sua empresa estará frágil, porque a Fragilidade Financeira vai lhe atingir em cheio, e lutar contra essa fragilidade é bem difícil. Você pode acabar fechando a empresa porque não tem mais recursos para continuar.

Nunca esqueça da lição: não adianta atuar apenas naquilo que você tem de bom, certo? Sua força pode ser sua persistência e determinação.

Mas se você não corrigir as fragilidades da empresa – no caso, a Financeira – elas vão eliminar por completo suas forças, e talvez você não consiga mais seguir em frente.

Minha orientação é que você inicie o negócio com alguma reserva de capital. Quanto? Vai depender do tamanho da empresa que você pretende criar e dos investimentos que serão necessários.

Não quero lhe desanimar, mas começar com nada, ou com muito pouco, é arriscado. Pode dar certo, mas e se não der?

Aproveite e adquira o livro inédito “As 11 Fragilidades Que Derrubam Sua Empresa“.

2 FONTES DE RECEITA FINANCEIRA QUE NÃO PODEM FALTAR

Para que a sua empresa não corra o risco de ficar sem dinheiro, você precisa contar com duas fontes de recursos. Sem ambas, seria difícil sobreviver por muito tempo.

A primeira fonte são os clientes. Quando eles compram seu produto e serviço, entra receita nova na empresa. É um dinheiro seu e de mais ninguém, e é o melhor dinheiro, aquele que dá muita satisfação e bota a empresa para a frente.

Porém, você não deveria contar apenas com o cliente para garantir a receita. Isso porque se ele não pagar, por um motivo qualquer, como você vai honrar as despesas da empresa, incluindo a folha dos funcionários?

Por esse motivo, é fundamental você contar com outra fonte receita além dos clientes, que são os bancos. É essencial ter crédito aprovado junto aos bancos, seja para financiar um projeto importante da sua empresa, por exemplo, ou para cobrir déficits de caixa momentâneos.

Apesar de nós não gostarmos de tomar empréstimos em bancos, porque as taxas são altas, principalmente para as pequenas e médias empresas, que têm poder de barganha baixo, dificilmente uma empresa se sustenta sem crédito na praça.

São várias as situações em que você tem de recorrer a um empréstimo bancário, porque pouco gente tem dinheiro sobrando em caixa hoje dia. Imagine que surgiu uma despesa inesperada na sua frente, por exemplo, um imposto não previsto, uma máquina que quebrou, um funcionário que você precisa indenizar, e por aí vai! Despesa parece brotar da terra, quando você espera, elas aparecem.

O que você vai fazer nessas horas, considerando que algumas despesas não podem ser simplesmente adiadas? Você precisará de sair correndo e falar com seu gerente de banco. Se você não tiver algum crédito pré-aprovado, pode ter problemas para obter o dinheiro rapidamente.

Se você tem uma empresa em operação, mantenha com os bancos que você trabalha um crédito pré-aprovado, pelo menos uma conta garantida (o cheque especial da pessoa jurídica), dentro de um limite razoável para a sua empresa.

Que limite seria esse? Isso vai depender do seu negócio: um crédito em torno de 50% das despesas correntes pode estar adequado, e você usa apenas se precisar.

E um conselho final, não trabalhe com apenas um banco. Para quem tem uma pequena empresa, é recomendável operar com dois bancos. Isso porque se um dos bancos lhe deixar na mão na hora H, você recorrerá ao outro. Além do mais, você negociará melhores taxas, se transacionar com dois bancos.

Seguir as recomendações acima, contando sempre com duas fontes de receita, é fundamental para controlar a Fragilidade Financeira.

 

O SACO DE PANCADAS DA EMPRESA

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Algumas fragilidades da empresa funcionam como um saco de pancadas, porque são atingidas com frequência por outras fragilidades. Uma delas é a Fragilidade Financeira, pois muitas das falhas que você comete prejudicam a receita da empresa.

Porém, existe uma fragilidade que é também muito acertada pelas demais e, nesse caso, o pior é que isso afetará diretamente a você, que dirige a empresa. Assista este vídeo para saber que fragilidade é essa e o que você deve fazer para evitar o problema.

E a fragilidade que serve como um grande saco de pancadas é a da Imagem. Isso porque são diversas as situações em que ela sofre os golpes de outras fragilidades. Por exemplo, se você atende mal os clientes, ele vai acabar falando mal da sua empresa. E sua empresa é você, a cara da sua empresa é a sua cara, especialmente nas pequenas e médias empresas.

Outro exemplo: quando você destrata seus colaboradores, e eles não aguentam mais e deixam sua empresa, podem sair por aí falando mal de você. E, quem sabe, eles vão trabalhar num cliente seu, e espalham a má imagem que têm de você por lá.

Quer saber um terceiro caso? É quando você fica sem dinheiro e começa a atrasar compromissos com os fornecedores, e as pessoas vão achar que você anda mal da vida e elas deixam de fazer negócios com sua empresa por conta disso.

São realmente muitos casos em que a Fragilidade da Imagem recebe de frente golpes de outras partes da empresa, que não conseguiram controlar suas próprias fragilidades.

E o curioso é que os empresários acham que dificilmente serão atingidos pela Fragilidade da Imagem. É porque eles consideram a reputação deles inabalável, claro porque são de fato pessoas íntegras. Porém, esquecemos que a preservação da nossa imagem, no contexto de uma empresa, não depende apenas de nós, mas também das pessoas que trabalham conosco, assim como de fatores externos.

É por esse motivo que eu bato sempre na mesma tecla: não adianta você corrigir algumas fragilidades (mesmo que sejam as que estão incomodando mais no momento). O segredo é corrigir todas as 11 Fragilidades, sem exceção, para blindar seu negócio de verdade.

Poderíamos até pensar que as Fragilidades Saco de Pancadas – como a Fragilidade da Imagem e a Financeira – deveriam receber mais atenção. Mas, os problemas muitas vezes não começam por elas e sim pelas fragilidades que as machucam.

A saída então para resolver o problema é controlar cada fragilidade como se ela fosse a única, sempre, e corrigir todas as 11 Fragilidades.

Se fizermos diferente, o que parecia inabalável, de tanto receber golpes, acaba não suportando e, no final das contas, cai e puxa a empresa junto.

 

A Armadilha Financeira Que Você Não Deve Cair Nunca

Sua empresa tem concentração de clientes? Se for o seu caso, saiba que concentração é uma das maiores fragilidades das empresas, especialmente das pequenas e médias.

Mas porque a concentração é tão perigosa, você pode se perguntar? E seu tiver um grande cliente, mas que me paga sempre em dia… Seria ótimo, não é verdade? Infelizmente a resposta é Não, porque é arriscado ter muita receita na mão de um só cliente?

E como você pode saber se tem concentração ou não de clientes? Neste vídeo, eu vou explicar todas essas questões, e também o que você deve fazer para evitar essa armadilha financeira.

Este é mais um conteúdo sobre as 11 Fragilidades, que tem por objetivo lhe ajudar a crescer de modo sustentável. E vamos agora às respostas.

Bem, a concentração de clientes é de fato muito perigosa, porque você terá problemas de caixa, se um grande cliente deixar sua empresa de uma ora para outra. Pode ser tentador para você ter um grande cliente, que confia na sua empresa, paga em dia e gera uma boa receita mensal, e você sempre tem a esperança de ampliar os negócios com ele.

O problema é que se esse cliente cancelar o contrato – porque não está mais satisfeito com sua empresa, ou porque ele mesmo entrou numa crise financeira, por exemplo – ou reduzir bastante os negócios com sua empresa, você possivelmente ficará em maus lençóis. E sabe por que?

Porque sua empresa constituiu custos fixos elevados para atender esse grande cliente, e você não conseguirá se desfazer desses custos rapidamente. É simples assim!  Há sempre uma inércia de nossa parte para cortar despesas, às vezes na esperança de que o cliente volte a contratar conosco, ou que novos clientes sejam conquistados rapidamente. Afinal, deu tanto trabalho para montar toda a estrutura da sua empresa, e agora você precisaria ser desfazer dela! O problema é que o déficit vai se acumulando perigosamente, podendo acabar com o fluxo de caixa da empresa. E sem caixa, como você vai sobreviver?

Fuja da concentração. Se você tem algum cliente que representa mais de 30% da sua receita total, considere que sua empresa tem concentração. E se o cliente representar acima de 40%, a situação é mais crítica do que você imagina, e deveria ser corrigida com urgência.

Eu gosto muito de uma regra simples, que diz: se você fatura 10.000 reais por mês, por exemplo, é melhor ter cinco clientes faturando 2.000 reais, do que 2 clientes faturando 5.000 reais. O faturamento total é o mesmo nos dois casos, mas o risco é financeiro é sempre menor quando você tem uma quantidade maior de clientes.

Concentração alimenta a Fragilidade Financeira. Portanto, corra atrás de novos clientes sempre. No início da empresa, a concentração da receita pode ser inevitável, mas lute por uma base mais extensa de clientes todo tempo. Não fique sentado, acomodado, controle com rédea curta a Fragilidade Financeira.