Como decidir em situações de risco alto

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Algumas decisões envolvem grandes riscos, enquanto outras nem tanto. Com essas últimas não devemos ter problemas, mas são com as primeiras que precisamos nos preocupar. Isso porque se decidirmos errado a respeito de determinados assuntos, colocaremos a empresa de ladeira abaixo.

Para tudo que envolve risco na vida, é preciso cuidado. Por exemplo, se você vai atravessar uma avenida muito movimentada, pode ser atropelado se entrar atrasado ou adiantado na travessia.  Pensando na sua empresa, o mesmo vale para o mercado que você quer conquistar: se você entrar na hora errada terá dificuldades para vencer.

Este é mais um conteúdo sobre as 11 Fragilidades,  e hoje eu vou lhe dar 3 dicas para que você decidir melhor em situações de alto risco.

Antes das dicas, vou lhe pedir para fazer o seguinte exercício (que lhe ajudará a entender as dicas): imagine que as suas vendas não andam bem e, por isso, você está pensando em desenvolver um novo produto, ou oferecer um novo serviço, na tentativa de voltar a crescer.

Nesse caso, você precisará decidir: que produto exatamente irá desenvolver, para qual mercado vai vender e que preço cobrará. São decisões difíceis e arriscadas, porque se você errar em qualquer uma delas, não venderá como esperava.

Agora, vamos falar das 3 recomendações para você reduzir o risco de errar quando decide em situações de riscos:

Primeiro, não decida sozinho – nós, seres humanos, mesmo sendo a espécie mais inteligente da terra, temos grandes limitações para processar os dados que dispomos para tomar uma decisão 100% acertada. Sempre existem brechas no pensamento que não conseguimos preencher.

É fácil comprovar isso. Quando você está lendo um livro, por exemplo, já notou que algumas vezes você pula as palavras e tem de voltar na leitura para compreender o sentido da frase? Imagine então você decidindo sobre assuntos complexos na sua empresa! Além do mais, nós raramente temos todas as informações que precisamos para decidir, não é verdade?

Desse modo, quando você estiver decidindo questões que envolvem maiores riscos, coloque outras pessoas na mesa, que lhe ajudarão a ampliar o seu campo de visão. Se for o caso, traga também pessoas de fora da empresa.

A Segunda dica é de ordem técnica: para cada decisão que você precisará tomar, liste entre 3 a 5 riscos envolvidos, que podem lhe atrapalhar a alcançar o seu objetivo. Para cada risco, calcule a probabilidade dele acontecer na empresa. Calcule ainda o impacto negativo que o risco vai gerar, se ele acontecer. A nota, tanto para a probabilidade  quanto para o impacto deve ser de 1 a 4 (numa escala de Baixo, Médio, Alto e Muito Alto). Depois multiplique a probabilidade pelo o impacto, e você terá calculado o grau do risco.

Por exemplo, quando você decide sobre um novo produto a desenvolver, há pelo menos 3 grandes riscos: (1) o dinheiro que você tem não ser suficiente para concluir o projeto, e você ter de parar no meio do caminho, (2) o produto não vender como você esperava, (3) a tecnologia que você utilizou no produto caducou, e você vai precisar jogar o produto fora.

Bem, nesse momento eu preciso lhe dizer duas coisas: a primeira é que o cálculo dos riscos, sim, dará trabalho, como você já percebeu, e por isso deve ser utilizado apenas para decisões complexas e vitais para o destino da empresa.

E a segunda questão é que avaliação de riscos não é algo simples de fazer, requer método e conhecimento no tema. Portanto, se você nunca fez isso, ou se sentir inseguro, é melhor contar com a ajuda de um especialista.

A terceira dica é: esfrie a cabeça – Decidir de cabeça fria é aconselhável em qualquer momento, e mais ainda quando você está lidando com situações de muito risco. Controle bem suas emoções nessas horas, desacelere a mente para pensar melhor, reflita sobre os ganhos e as perdas, avalie exatamente onde você deseja chegar.

Procure decidir no início do dia (nunca ao final), quando você deve estar mais descansado. O Cérebro é como um músculo, que cansa e precisa de repouso, apesar de ser muito poderoso.