Porque algumas normas atrasam as pessoas?

Você sabia que as normas e procedimentos que sua empresa cria podem estragar um bom colaborador? Mas como assim? As normas são feitas para ajudar, e não para atrapalhar. Calma, vou explicar isso melhor!

A verdade é que existem duas situações em que as normas podem comprometer o desempenho do seu melhor colaborador. Nesta matéria, você vai saber o que fazer para evitar esse tipo de problema.

Este é mais um conteúdo sobre as 11 Fragilidades, e hoje nós vamos falar da Fragilidade da Norma, de duas situações que podem arruinar um bom colaborador.

A primeira delas é a falta de normas, de regras de conduta e de procedimentos. Se a empresa não determina o que deve ser feito, se deixa tudo no ar, cada colaborador pode resolver agir segundo sua própria maneira de ser, segundo sua vontade.

E o perigo nesse caso é que as pessoas passem a atuar conforme a conveniência delas. Porém, uma empresa não funciona assim, à boa vontade dos outros. Uma empresa precisa ter regras claras sobre como proceder, ou ela não vai conseguir prestar os serviços, atender os clientes e atingir suas metas.

Não estou dizendo que a empresa precisa detalhar tudo a fazer, mas determinadas normas precisam ser cristalinas. Por exemplo, como as pessoas devem ser vestir na empresa e em visita a clientes, como um cliente deve ser cumprimentado e atendido, além de todas as questões relativas à ética.

O segundo caso que pode aniquilar um colaborador são normas e processos com defeito. Agora estamos falando do outro lado da moeda, pois as regras existem, mas são mal elaboradas, não foram pensadas direito. Ter normas em excesso, com burocracia demais, também atrasa as tarefas.

Por exemplo, você pede ao seu melhor vendedor para registrar tudo que acontece nas visitas aos clientes, mas um vendedor raramente gosta de fazer isso, ou ele não seria um bom vendedor. O que ele gosta mesmo é de conversar com o cliente, de convencer ele sobre a qualidade do produto. O desafio dele é vender e não perder tempo escrevendo um relatório longo de visitas. Sim, é recomendável que ele registre a visita, mas isso precisa ser feito de modo sucinto, com poucas palavras.

Outro bom exemplo envolve o atendimento ao cliente, que precisa ter um processo bem desenhado, eficiente, ágil e seguro ao mesmo tempo. O foco deve ser o cliente em primeiro lugar e não o processo da empresa em si.

Essas são as duas situações, tratando-se de normas, que podem estragar um colaborador. E a regra para resolver o problema é simples: as normas precisam, sim, existir, mas não existir por existir. As normas devem ser bem desenhadas e gerar sempre valor para o cliente e, ao mesmo tempo, aumentar a eficiência da empresa.

Apenas desse modo você controla a Fragilidade da Norma.